Emmanuel Dias Neto

Emmanuel Dias Neto

Vencedor da 1ª Edição do Prêmio em 1997, atualmente ele é pesquisador do Centro de Pesquisas do Hospital AC Camargo, São Paulo.

Hoje já se passam quase 20 anos, mas tenho uma memória límpida de quando recebi um fax enviado pela SBBq dizendo que eu havia sido escolhido como vencedor da 1o edição do prêmio "Jovem Talento em Ciências da Vida". Foi em uma tarde quente no 5o andar do Centro de Pesquisas René Rachou – Fiocruz (em Belo Horizonte, MG), quando eu fazia experimentos no Laboratório De Biologia Molecular, chefiado pelo querido Dr. Álvaro Romanha. Naquele momento, o prestigio deste prêmio vinha apenas do peso de ter a chancela SBBq, pois o mesmo ainda estava em sua primeira edição. Me enchi de orgulho ao ver nomes de professores famosos e importantes (Profs. Walter Terra, Glaci Zancan, Walter Colli e Sérgio Ferreira) que avaliaram todos os inscritos e deram o prêmio com isenção e sem favorecimentos por geografia ou universidade de origem. Isto estimulou muito a mim e a vários outros que pretendiam seguir a carreira de pesquisa ou na academia.

Não tenho dúvidas de que este prêmio influenciou a decisão do meu saudoso e querido Prof. Ricardo Brentani que no mesmo mês da entrega do prêmio prometeu me contratar como pesquisador do Ludwig Institute for Cancer Research assim que eu terminasse meu pos-doutoramento que naquele momento eu iniciava em São Paulo. Também não tenho dúvidas de que este prêmio me deu mais auto-confiança para que embarcasse em projetos ousados que tinham a ambição de ajudar a transformar realidades em nosso país.

Hoje, ao imaginar minha trajetória nos últimos 20 anos, vejo este prêmio e a SBBq com imenso carinho e agradecimento. Reconhecimentos deste tipo estimulam pessoas e abrem portas. Auto-confiança e estímulo impulsionam jovens sonhadores a darem seus primeiros passos nesta fantástica jornada na ciência, com descobertas fascinantes em nosso dia a dia. À SBBq agradeço enternecido por ter contribuído de forma marcante para que eu desse estes primeiros passos.


Gabriel Rabinovich

Gabriel Rabinovich

Vencedor da 2ª Edição do Prêmio em 1998, atualmente é Pesquisador Superior do “Consejo de Investigaciones Científicas y Técnicas (CONICET)”, e Professor Titular da Faculdade de Ciências Exatas e Naturais, Universidade de Buenos Aires (UBA), Argentina.

Lembro como se fosse hoje. Recebi a notícia do Prêmio Jovem Talento da SBBq no período final do meu doutorado, quando realizava um estágio em Londres. Foi um dos momentos mais felizes da minha carreira e uma grande surpresa. Sem dúvida, esse reconhecimento teve um impacto fundamental nas minhas decisões posteriores, e trouxe muita segurança e impulso para que eu conseguisse estabelecer as primeiras etapas da minha carreira científica independente. Naquele momento tínhamos purificado e identificado bioquimicamente uma proteína de união aos carboidratos, a galectina-1, mas não conhecíamos sua função biológica. Não imaginei então que essa proteína pudesse ser capaz de resolver a resposta inflamatória em processos crônicos e que poderia ser cooptada por tumores para evadir a resposta imune. Tampouco imaginei que tratava-se de um novo paradigma da regulação da homeostase imunológica. E ainda que galectina-1 podia representar um novo alvo terapêutico para o tratamento do câncer e doenças autoimunes. Sempre lembrarei o Prêmio da SBBq como um dos pontos mais importantes da minha carreira científica. Também lembrarei a vida toda os memoráveis momentos da entrega do Prêmio em Caxambú em 1998, os grandes amigos que conheci e os laços indestrutíveis que me uniram a partir deste momento com a comunidade científica brasileira.


Alicia J. Kowaltowski, MD, PhD

Alicia J. Kowaltowski, MD, PhD

Vencedora da 3ª Edição do Prêmio em 1999. Atualmente é Professora Titular do Departamento de Bioquímica, IQ, Universidade de São Paulo

O Prêmio Jovem talento em Ciências da Vida é amplamente entendido como um reconhecimento de trabalho de alta qualidade. Receber esse "selo" no período do doutorado certamente me ajudou a construir uma carreira de sucesso. Além de ter recebido o Prêmio, tenho um orgulho enorme de ter tido dois doutorandos que foram finalistas desse prêmio (Heberty Facundo e Erich Tahara) além de outros dois vencedores do prêmio (Fernanda Cerqueira e Bruno Chausse).


Maria Augusta Arruda

Maria Augusta Arruda

Vencedora da 9ª Edição do Prêmio em 2005, atualmente é Pesquisadora no Cell Signalling Research Group, School of Life Sciences, University of Nottingham, UK.

O prêmio Jovem Talento em Ciências da Vida foi um marco em minha vida profissional, mas principalmente na pessoal. Lembro-me vividamente do momento da apresentação, na qual apresentei o trabalho intitulado "Heme, a proinflammatory molecule, delays human neutrophils apoptosis preserving mitochondria stability through the differential expression of Bcl-2 family proteins". Sob o olhar da minha então orientadora, Prof. Dra. Christina Barja-Fidalgo, dos colegas do Laboratório do Laboratório de Farmacologia Bioquímica e Celular da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), da banca julgadora, tão acolhedora, e de uma atenciosa plateia, aqueles minutos passaram como um lampejo. Assistir às apresentações dos colegas finalistas me fez perceber, de forma ainda mais vívida, o privilégio de figurar entre eles.

Ser laureada pela Sociedade Brasileira de Bioquímica e Biologia Molecular, com a 9a edição do Prêmio, foi um momento sublime! Dividí-lo com aqueles que participaram tão intimamente da minha trajetória na noite da premiação e, em seguida, com a minha mãe, avó, irmã e minha filha – que à época tinha 5 anos –, foi indescritível. O troféu até hoje tem um lugar de destaque na casa da família.

Outras premiações e conquistas profissionais e científicas seguiram a premiação, a meu ver consequência direta da mesma. Durante o período como Professora Visitante da UERJ, tive a oportunidade de exercer o Magistério e orientar alunos de Mestrado e Doutorado; como Pesquisadora em Saúde Pública na Fundação Oswaldo Cruz, fui responsável pela Coordenação de Ensino do Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos). Nos últimos anos, venho coordenando o Programa CAPES-Universidade de Nottingham em Descoberta de Novos Fármacos, uma iniciativa que vem promovendo a colaboração entre grupos brasileiros de excelência e o Centre for Drug Discovery daquela instituição britânica. A CAPES, enquanto agência de fomento, financia projetos de pesquisa e contempla bolsas de estudo. Essas experiências abriram os meus olhos para o papel da internacionalização no desenvolvimento científico.

O Prêmio Jovem Talento em Ciências da Vida, por conta do rigor do processo seletivo, da excelência da comissão julgadora e do impacto internacional, configura-se em verdadeiro selo de qualidade aos trabalhos selecionados, impulsionando, assim, a carreira de um jovem pesquisador na Academia e em laboratórios das Ciências da Vida. O prêmio me fez acreditar mais em mim mesma e no trabalho que desenvolvo, mas, sobretudo, aumentou o meu senso de responsabilidade em defender e transmitir o conhecimento científico, o que só pode ser alcançado garantido acesso à Educação de maneira cada vez mais inclusiva e globalizada.


Andres E. Trostchansky

Andres E. Trostchansky

Vencedor da 11ª Edição do Prêmio em 2007, atualmente é Professor Adjunto do Departamento de Bioquímica da Faculdade de Medicina, Uruguai

Para mim ter recebido o prêmio Jovem Talento no ano 2007 foi um marco na minha carreira científica. Lembro de ter escutado meu nome e entender realmente a importância de ser o ganhador do mesmo ao ver meus colegas do laboratório do Uruguai comemorando e desfrutando como se fosse deles também. É que o prêmio significa o reconhecimento do trabalho em equipe. Desde então, o prêmio me deu mais confiança e a possibilidade de terminar meus estudos de doutorado e consolidar uma linha de pesquisa que hoje é a base dos meus estudos relacionados à função dos ácidos graxos nitrados na sinalização celular e sua participação em processos inflamatórios. Cada vez que se aproxima uma SBBq eu recomendo para meus estudantes que se candidatem ao prêmio, e que só o fato de serem selecionados como finalistas da competência é uma experiência muito importante e inesquecível. Sempre ficarei grato à SBBq e GE por tão importante prêmio.


Dr. Marcelo Dietrich, MD, PhD

Dr. Marcelo Dietrich, MD, PhD

Vencedor da 13ª Edição do Prêmio em 2009, atualmente ele é "Assistant Professor of Comparative Medicine and of Neuroscience", Yale School of Medicine, USA

A América Latina carece muitas vezes de competitividade a nível cientifico internacional. Jovens pesquisadores encontram dificuldades para conseguir oportunidades no exterior e competir de igual para igual com aqueles que tem uma formação mais privilegiada. O PJT é uns dos raros reconhecimentos ao Jovem Pesquisador da América Latina. Um prêmio que já tem uma história e consigo carrega um nome. Ganhar esse prêmio no início da minha carreira foi essencial. Adicionou uma injeção de reconhecimento e animo, para continuar lutando e trabalhando duro atrás dos meus sonhos. Foi também um catalizador de vários outros passos que viriam na minha carreira, já que o prêmio carrega um peso importante para pesquisadores da América Latina. Hoje sou professor na Yale University e tenho também um laboratório de pesquisa em Porto Alegre, RS, Brasil, onde treinamos jovens estudantes para serem competitivos na ciência internacional. Vejo com muito carinho e bons olhos o esforço continuado daqueles que fazem esse prêmio continuar ocorrendo e reconhecendo jovens cada vez mais brilhantes e talentosos da América Latina. Parabéns pelo trabalho ao PJT!


Bernardo S Franklin, PhD

Bernardo S Franklin, PhD

Vencedor da 14ª Edição do Prêmio em 2010, atualmente é pesquisador no Institute of Innate Immunity, University of Bonn, Germany

O prêmio jovem talento teve um grande significado na minha carreira científica, pois foi um reconhecimento pelo trabalho feito durante o meu doutorado no Brasil. O prêmio não só ajudou a difundir o trabalho entre outras áreas do conhecimento da ciência brasileira, como também me abriu oportunidades de emprego e financiamento no exterior.


Fernanda Cerqueira

Fernanda Cerqueira

Vencedora da 16ª Edição do Prêmio em 2012, atualmente ela é Pós Doutora no Boston University em colaboração com o National Institute for Biotechnology in the Negev (Ben-Gurion University).

Recebi o Premio Jovem Talento em Ciencias da Vida logo apos minha defesa de doutorado, o que foi bem benefico para minha busca por posicoes de pos-doutoramento. Realizei algumas entrevistas em diferentes institutos de prestigio mundo afora e escolhi permanecer no mesmo laboratorio do meu mentor do doutorado sanduiche, Prof. Orian Shirihai, na Boston University, EUA, onde estamos estudando a relevancia de uma deubiquitinase neuronal na regulacao da morfologia mitocondrial em celulas beta. Com a passagem aerea concedida pela GE HealthCare / SBBq, fui em uma conferencia cientifica internacional que resultou em uma colaboração com outros grupos de pesquisa para o desenvolvimento do meu projeto. Recentemente fui agraciada com scholarship para "outstanding fellows" do National Institute for Biotechnology in the Negev para aplicar uma tecnica que avalia turnover mitochondrial, em uso na Boston University, em high throughput screening por compostos farmacologicamente ativos que podem ser potencialmente relevantes para o tratamento do Diabetes tipo 2, projeto este sendo parcialmente desenvolvido no Weizmann Institute (Israel). Sem duvidas o Premio Jovem Talent me abriu portas e tambem me trouxe a responsabilidade de continuamente buscar desenvolver uma trajetoria cientifica que honre a confianca depositada em mim pelos meus mentores academicos, pela SBBq e GE Healthcare.


Estefania Azevedo

Estefania Azevedo

Vencedora da 18ª Edição do Prêmio em 2014. Atualmente faz Pós Doutorado na Rockefeller University, em Nova Iorque

Me inscrevi, timidamente, para participar do Prêmio Jovem Cientista e acabei fazendo parte de um excelente painel de cientistas, que mesmo sendo jovens, mostraram excelente domínio sobre seus projetos. Essa oportunidade dada pela GE e a SBBq é essencial para nós que estamos dando os primeiros passos e buscando a independência científica. Esse reconhecimento, que me veio na forma do prêmio e também da possibilidade de mostrar meu trabalho em uma conferência que reúne excelentes cientistas, foi essencial para me motivar a alçar voos mais altos. Hoje faço meus pós-doutorado nos EUA, na Rockefeller University – e posso dizer, com firmeza, que esta experiência contribuiu para a minha formação como cientista e para a forma com que conduzo meu trabalho.


Bruno Chaussê

Bruno Chaussê

Vencedor do 19ª. Edição do Prêmio em 2015, atualmente é Pós Doutor no Laboratório de Sinalização Celular,Obesity and Cormobidities Research Center - OCRC,Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP

O Prêmio Jovem Talento em Ciências da Vida foi, sem dúvidas, um dos maiores estímulos que recebi na minha carreira científica. Em meio às diversas dificuldades intrínsecas da nossa profissão, esse tipo de reconhecimento nos ajuda a confirmar que estamos no caminho certo. A participação na sessão reservada para o prêmio foi uma excelente oportunidade de compartilhar nossos achados e ainda conhecer trabalhos de qualidade que estão sendo desenvolvidos em nosso continente. Além disso, neste mesmo ano a reunião anual da SBBq abrigou a reunião da IUBMB que contou com a presença de diversos ganhadores do prêmio Nobel e outros pesquisadores de destaque. Foi uma oportunidade única de estar em um ambiente científico de qualidade e ainda poder compartilhar um pouco do que temos produzido. Tenho certeza que muitas portas serão abertas devido a repercussão e importância deste prêmio promovido pela GE/SBBq.


Maíra Assunção Bicca

Maíra Assunção Bicca

Vencedora da 20ª. Edição do Prêmio em 2016, atualmente é Post-doctoral Researcher do Departamento de Neurobiologia pela Northwestern University

O Prêmio Jovem Talento em Ciências da Vida foi sem dúvida uma das honrarias mais importante que já recebi. Tenho e sempre tive muito orgulho do meu trabalho de doutorado, das hipóteses que levantamos e de como procedemos para conseguir testar nossas hipóteses. Ter sido agraciada com este prêmio foi de certa forma uma comprovação de que estou no caminho certo. Muitas colaborações e oportunidades no meio acadêmico, e fora dele, surgiram em razão desta premiação. Tenho certeza de que contribuirá também para muitas outras que virão, principalmente agora que busco um estágio pós-doutoral no exterior. É uma oportunidade única de poder mostrar seu trabalho e sentir na pele a felicidade de ter chegado onde chegou. Jé me sentia uma vencedora só de concorrer com trabalhos tão excelentes e de tão alto nível. Desde o momento da apresentação até o momento da premiação foi caracterizado um momento ímpar em minha vida. Saber que tantos cientistas brilhantes já receberam este prêmio e foram tão longe é uma motivação para continuar e fazer melhor. Me inscrevi para participar do prêmio no último dia e lembro bem a emoção e a alegria que foi quando recebi o e-mail dizendo que eu era uma dos cinco finalistas, quase não acreditei. É reconfortante saber que esse tipo de iniciativa é suportada por uma sociedade tão renomada, como a SSBq, e fomentada por uma empresa de grande impacto, como a GE Healthcare, porque este prêmio é um agente modificador na vida de muitos jovens cientistas. Alavancar ideias, promover discussão científica, fomentar projetos e estimular a propagação do conhecimento científico é de extrema importância no nosso país.

 

 

Sociedade Brasileira de Bioquímica e Biologia Molecular

GE Healthcare